Quando, por exemplo, se pedia a Johnny Cash que revolucionasse a sua própria música, ele respondia com versões tão deliciosas e improváveis quanto a de "Personal Jesus", dos Depeche Mode. Uma delícia, vincada unanimemente por todos quantos opinaram sobre a série de discos gravados para a American Recordings de Rick Rubin.
Aos Echo & The Bunnymen (ou melhor, ao desejado reecontro de Ian McCulloch com Will Sargeant), parece exigir-se o céu e a Terra no espaço de 11 canções. Porque são originais num álbum novo, porque ainda ninguém passa sem um calafrio por álbuns como "Ocean Rain" e "Porcupine". Ora o novo "Siberia" é nada menos que maravilhoso.
Ostentanto tudo menos uma patética grandiloquência, "Siberia" condensa em canções como "Stormy Weather" e "In The Margins" uma flutuação pop sem tempo. Repetindo: sem tempo. "Siberia" não é um disco anacrónico. É, como alguém já lhe chamou, imperial. O morto que dá piruetas no caixão.
Mas isto pode ser do meu ouvido, que é 1 pouco mouco.

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